ConceitosAtualizado em agosto de 2026

Tabela de frete: o contrato que todo mundo assina e ninguém confere

O que compõe uma tabela de frete — frete-peso, ad valorem, generalidades, pedágio — e por que tabela mal aplicada é a maior fonte de cobrança indevida.

Ilustração isométrica de uma planilha de tabela de frete com células destacadas e moedas

A tabela de frete é o acordo comercial que define quanto cada transporte custa: por peso, por valor, por rota, por serviço extra. Todo contrato tem uma. E na maioria das operações, ela vive num PDF anexado a um e-mail de dois anos atrás — enquanto a cobrança real acontece todos os dias, sem ninguém comparar as duas.

Os blocos que compõem a tabela

ComponenteO que remuneraComo incide
Frete-pesoO transporte físicoFaixa de peso taxado × praça/rota
Ad valoremO risco do valor embarcado% sobre o valor da NF-e
GRISGerenciamento de risco% sobre o valor, com mínimo
PedágioCusto de viaPor fração de peso ou fixo
GeneralidadesServiços extras (TDE, reentrega, agendamento, paletização)Regra específica por evento

Cada bloco tem vigência, mínimo e exceção — e é exatamente nessa granularidade que a divergência se esconde. O peso cubado, por exemplo, depende de um fator que precisa estar explícito na tabela.

A tabela como régua: onde o dinheiro vaza

  • Reajuste antecipado: índice acordado para março aplicado em janeiro.
  • Faixa e praça erradas: a carga de 480 kg taxada na faixa de 500+, a praça do interior cobrada como capital.
  • Generalidade "criativa": TDE em entrega que não é difícil, agendamento cobrado sem agendamento.
  • Mínimos aplicados em dobro: mínimo de frete e mínimo de GRIS somados fora da regra.

De PDF morto a régua viva

Tabela só protege quando é aplicada em cada documento. O caminho: tabelas estruturadas por cliente com vigência versionada, conferidas automaticamente contra cada CTe (como funciona) e cada fatura (a auditoria completa). Divergência vira contestação — e glosa indevida deixa de passar batida.

Perguntas frequentes

O que compõe uma tabela de frete?

Os blocos usuais: frete-peso (por faixa de peso e praça), frete-valor ou ad valorem (percentual sobre o valor da nota), GRIS (gerenciamento de risco), pedágio, e as generalidades — TDE, taxa de agendamento, paletização, reentrega. Cada componente com regra e vigência próprias.

Qual a diferença entre frete-peso e ad valorem?

Frete-peso remunera o transporte físico: incide sobre o peso taxado (o maior entre real e cubado) conforme faixa e rota. Ad valorem remunera o risco de carregar valor: percentual sobre o valor da mercadoria na nota. A maioria dos fretes soma os dois.

Por que a tabela contratada diverge da cobrada?

Reajuste aplicado antes da vigência, faixa de peso errada, praça reclassificada, generalidade cobrada fora da regra e fator de cubagem diferente do acordado. Como a fatura não mostra a conta aberta, só descobre quem confere item a item — o trabalho clássico da auditoria de frete.

Como manter as tabelas sob controle com dezenas de clientes?

Tirando-as do PDF e da planilha solta: tabela estruturada por cliente, com vigência versionada, aplicada automaticamente na conferência de cada CTe e fatura. É o alicerce de qualquer auditoria automática.

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