Uma carga de isopor de 200 kg que ocupa o baú inteiro custa mais frete do que uma caixa de parafusos de 500 kg. Quem decide isso é o peso cubado — a conversão do volume em peso para fins de cobrança. Quem não domina essa conta paga frete errado sem saber, para mais ou para menos.
A fórmula
Peso cubado = comprimento × largura × altura (m) × fator de cubagem (kg/m³)
O transportador compara o peso cubado com o peso real da balança e cobra sobre o maior — o peso taxado. A lógica é justa: o caminhão esgota por espaço ou por peso, o que vier primeiro.
Fatores de cubagem usuais por modal
| Modal | Fator usual | 1 m³ vira |
|---|---|---|
| Rodoviário | 300 kg/m³ | 300 kg |
| Aéreo | 166,7 kg/m³ | ~167 kg |
| Marítimo | 1.000 kg/m³ | 1.000 kg |
Atenção: esses são os valores de referência do mercado — o fator que vale é o da tabela de frete contratada. Fator diferente do acordado é uma das divergências mais comuns em auditoria.
Exemplo de conta
- Carga: 1,2 m × 1,0 m × 1,5 m = 1,8 m³
- Peso cubado (rodoviário): 1,8 × 300 = 540 kg
- Peso real na balança: 320 kg
- Peso taxado (o maior): 540 kg — é sobre ele que o frete incide
Onde a cubagem vira dinheiro perdido
- Dimensões superestimadas: centímetros a mais em cada eixo viram muitos quilos taxados — multiplicados pelo volume do mês.
- Fator errado: contratou 250 kg/m³ e a cobrança veio a 300? Só descobre quem confere contra o contrato.
- Cubagem sobre o palete errado: altura da carga com ou sem palete muda a conta — a regra precisa estar explícita.
A conferência automática de CTe cruza peso e cubagem entre nota, conhecimento e tabela antes da emissão, e a auditoria de frete recupera o que já foi cobrado a mais.
